
"Pior do que ta não fica, vote no tiririca." Me surpreendeu a capacidade com que o humorista vai à TV, pede votos aos eleitores sem apresentar qualquer proposta e ainda faz piada sobre o processo eleitoral. Daí eu pensei: Certeza, essa é a propaganda eleitoral mais ridícula das eleições 2010. Será?
Mas o que é o ridículo? Ridículo não é aquilo que é digno de riso, digno de zombaria? Sim. Vamos citar alguns exemplos de ridículo segundo tal definição.
Plínio de Arruda Sampaio tem como alguns de seus projetos o controle do fluxo de capitais, controle do câmbio, subordinação do Banco Central ao Estado e taxação progressiva das grandes fortunas (acima de R$ 2 milhões). Não que eu seja contra, mas como que ele vai controlar o fluxo e o cambio? Igual a Argentina, travando 1 dólar = 1 real? Taxação das grandes fortunas… Como? Metendo a mão no dinheiro do cidadão? Porque ele não explica como vai fazer isso?
Zé Maria em seu caderno de propostas propõe um aumento do salário mínimo em torno de dois mil reais. Seria justo sim, o trabalhador merece; porém ele explica que para se tornar possível tal realidade deveriam ser reduzidos os lucros das grandes empresas. O problema é que no fim das contas quem paga são as pequenas empresas ou até mesmo o cidadão de classe média. Como pagar, por exemplo, uma empregada domestica com dois mil reais se o salário do cidadão é geralmente menor que esse valor. A empregada doméstica perde o emprego, como muitos outros profissionais de pequenas empresas já que seus empregadores não terão rendimento suficiente para bancar os custos com salário.
Dilma Roussef propõe erradicar o analfabetismo no país. O Lula não propôs isso em 2006? E a revitalização do São Francisco? Não foi outra promessa do Lula? É pra rir né! Mas como diz o ditado, é melhor ouvir isso que ser surdo.
José Serra tem a proposta de colocar dois professores em cada turma de 1ª série. Quanto ganha um professor da rede publica? Em torno de 1000 reais. Vai dobrar o numero de professores contratados no país? As verbas serão suficientes? Por que não aumentar o salário desse único professor de maneira que o mesmo fique mais motivado e ensine com maior dedicação?
Fim dos exemplos. Existem muitos outros por aí, mas acho que foram suficiente. Repito: não que eu seja contra a todas essas propostas e outras mais; mas penso que falta bom senso da parte dos políticos. Graças a propostas impossíveis, enganosas, ou propostas “sem proposta”; o povo brasileiro é tão descrente com a política. Não sou contra a política, muito pelo contrario, acredito que cabe a nós brasileiros participar de uma vez por todas neste processo. Afinal, quem faz o político somos nós, o povo.



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