Protocolo da decisão

sexta-feira, 19 de março de 2010 2 comentários

Quem de nós nunca se deparou com uma situação em que não sabia como decidir? Por mais comum que seja esse tipo de situação, o ser humano está constantemente tomando decisões.

Vamos dividir as decisões em dois tipos: voluntarias e involuntárias.

Mas desde quando uma decisão é involuntária? Aparentemente é contraditório dizer que uma decisão é involuntária mesmo porque se não escolhemos a decisão deixaria de ser nossa. Entretanto, existem inúmeras decisões tomadas em um pequeno espaço de tempo que impossibilita a pessoa de refletir sobre a decisão que tomará. Até podemos chamar de reflexos, como por exemplo, decidir entre direita ou esquerda para desviar de um acidente de carro. Não chegamos a pensar sobre o assunto, mas sempre decidimos algo a fazer.

Já as decisões voluntarias são aquelas que permitem uma analise previa. E aí entra o "protocolo da decisão". Como assim protocolo? Sim, um protocolo; um conjunto de regras ou condições que devem ser tomadas para executar uma experiência, no caso, uma decisão.

Uma das principais regras do protocolo da decisão eu julgo ser a prudência. A prudência, uma das quatro virtudes cardinais, é um fator muito importante na tomada de decisões. Se antecipar aos problemas, não atuar por impulsos, deveria ser um dos primeiros pontos a se pensar antes de tomar uma decisão. Talvez hoje em dia a palavra prudência esteja um pouco desvalorizada e alguns possam pensar que significa estar "em cima do muro" ou adotar uma postura oportunista, porém não é esse o significado. Prudência é agir de maneira correta, baseada na verdade.

A outra condição é a coragem. É necessário ter coragem para decidir. "Ficar na vontade", "ter boa intenção", são bons exemplos de falta de coragem. Se for prudente tomar certa decisão a coragem não deve faltar.

Solidariedade. Pode parecer que a solidariedade não tem relação com a decisão, mas ela sim faz parte do protocolo. Tomar uma decisão pensando somente em si e seus resultados pessoais é o maior erro a seguir. Uma boa decisão nunca é boa o bastante que permita ofender, destruir ou humilhar outras pessoas.

A última condição do protocolo deve ser a objetividade. Uma decisão deve ser objetiva, tem que buscar uma meta. Tudo deve ter um propósito. Esse é o passo final para uma boa decisão.

Seguindo esse protocolo ou digamos melhor essa “linha de pensamento” as decisões serão tomadas corretamente e produzirão resultados positivos. Ah, e outra coisa: para essas regras não há exceção.

2 comentários:

  • márcia Lima disse...

    É verdade que cada decisão tem que ter como resultado a ajuda. Resultados positivos virão mesmo. Sem solidariedade nossa própria vida é vaga.

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